quinta-feira

Qualidade de Vida : Responsabilidade de Todos

Por que apenas nós cidadãos somos apontados e responsabilizados todo o tempo por não colaborarmos com a preservação dos recursos renováveis? Além disso nos acusam de promover a poluição, de não sermos sustentáveis e de não termos consciência e educação. Antes se ouvia muitas críticas sobre o desperdício de água; sobre o fato de que a responsabilidade, pelo desperdício desse recurso renovável no meio urbano, ser apenas nossa. Mas na verdade o que acontece, e que não nos mostram ou mostravam, é que os maiores gastos de água ocorrem na agricultura e pecuária e que os desperdícios estão presentes não apenas nas residências, como nos fazem acreditar, mas nas grandes indústria, nos vazamentos diários em ruas e avenidas dos espaços segregados.


O mau uso desse tão importante recurso ocorre por falta de coerência do poder público, das empresas, que assumem a tarefa da distribuição, da falta de conscientização. Somos vilões quando "varremos" as folhas da calçada com a mangueira? Sim, mas também(e principalmente) são as empresas que não consertam vazamentos, as indústrias que desperdiçam no seu processo industrial, entre outros.


A mais recente crítica recai sobre as famigeradas sacolinhas plásticas. Medidas drásticas foram tomadas, há pouco tempo em Belo Horizonte, como a proibição das sacolas (http://migre.me/57COL) nos supermercados, com a justificativa de que isso conscientizaria a população. Absurdo! 


Por que trocar as sacolinhas por sacos PLÁSTICOS comprados para descartar o resíduo orgãnico? Por que tanto foco nas sacolinhas se não são as únicas feitas desses polímeros originários do petróleo? Há tantos plásticos por aí...os outros não poluem, não?! 
Gostaria de ver mais soluções práticas como o investimento na produção de plásticos derivados de produtos vegetais como cana-de-açucar, soja, milho, amido de arroz, entre outros, como o bioplástico. Quando digo investimento na produção desse bioplástico, quero dizer que se deve pesquisar uma maneira de tornar o custo da produção menos elevado. E isso é possível. Existem pesquisas que mostram essa realidade. 


Gostaria de ver soluções e não só críticas. Nós, cidadãos, devemos colaborar, mas precisamos de orientação e de informações verdadeiras por parte das autoridades. Na realidade, não precisamos salvar o planeta, precisamos salvar a nós mesmos. Se soubermos utilizar os recursos da natureza, poderemos ter, um mundo mais limpo e mais desenvolvido. Desta forma, poderemos conquistar o tão sonhado desenvolvimento sustentável e uma melhor qualidade de vida para todos.


“Na longa história da espécie humana (e do gênero animal, também), prevaleceram os indivíduos que aprenderam a colaborar e a improvisar com mais eficácia.” Charles Darwin


O poder é de vocês!

segunda-feira

O Mundo em Nossas Mãos

Bem...primeiro queria dizer que estou muito ansiosa para ver esse blog funcionando há muito tempo. Mas não me sentia segura, sei lá...acho que escrever não é muito a minha praia. Mas senti necessidade de expor meus pensamentos, opiniões e dividir isso com muitos, principalmente, depois de conhecer meu marido, meu grande incentivador e ouvinte das minhas idéias.

Gostaria de apresentar finalmente a vocês o Tudo se Aproveita, que terá assuntos voltados para uma das principais questões da atualidade: a sustentabilidade. Mas para  falar em sustentabilidade se faz necessário saber o que envolve essa questão e qual o real sentido de todo esse movimento que já vem de tempos, já passou por várias interpretações e, hoje, ainda não consegue ser bem entendido pela maioria das pessoas.

Ser sustentável é ter mudança de hábitos, uma grande mudança diga-se de passagem. E grandes ou até mesmo pequenas mudanças desestabilizam todo um sistema, há muito, habituado as mesmas práticas.
Um dos principais obstáculos para a modificação de comportamento é que a maioria das pessoas não compreendem realmente porque devem mudar.


Fomos habituados a usar tudo o que a natureza nos dá, sem  pensarmos nas consequências futuras. A humanidade passou pela era da caça e agricultura sem causar tanto impacto. Mas na era industrial as coisas complicaram. O impacto, não só na natureza mas também na qualidade de vida dos seres vivos no nosso planeta, começou a entrar em um estado crítico que culmina nos tempos atuais. Como em um jogo de xadrez, chegou o momento de decidirmos qual será nosso próximo movimento.


A vida na Terra encontra-se em momento de alerta. Ou substituímos os nossos modelos de conduta e sistemas de desenvolvimento ou entraremos em choque, sem a garantia da sobrevivência de todas as espécies, inclusive a nossa. Essa previsão nos tem sido passada há um tempo, mas não podemos mais deixar passar, chegamos à um limite que apesar de tudo, ainda dá para reverter, ou pelo menos minimizar várias situações. E essa mudança está nas mãos de todos nós, pois estamos todos ligados queiramos ou não.


Evidentemente, a sustentabilidade está associada a problemática ambiental, mas não se reduz a ela. Ela não deve ser vista como algo externo a cultura, à sociedade, ao próprio homem porque tem a ver com o comportamento e a ação de cada um de nós. Tem a ver com a biodiversidade e com a sociodiversidade. Tem a ver com a redução da pobreza, com os direitos das crianças e adolescentes, com o acesso à educação e ao trabalho, com a solidariedade, com o respeito à diversidade e à liberdade de expressão. Tem a ver com compromisso, não com investimento. Sustentabilidade é algo que se implanta na alma e não apenas algo que se coloca no bolso. Temos que ter consciência que não é um modismo, temos que agregar valores e para isso temos que entender bem o que seja sustentabilidade para que possamos perceber quando esse conceito está sendo apropriado por alguns ou favorecendo outros em detrimento da maioria.


"Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo. Mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim."Chico Xavier
Vamos conseguir;)